A-A+ Dia Mundial da Aids: número de transmissões de mãe para filho cai 36%

Os dados divulgados nesta quarta (30) pelo Ministério da Saúde também apontam que houve queda significativa da taxa de mortalidade nos últimos 20 anos.

30 de novembro é o Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Aproveitando a data, o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta novos dados sobre a transmissão da doença no Brasil, que constam no Boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2016. As notícias são boas: nos últimos seis anos, o número de casos de transmissão vertical, ou seja, quando a doença passa de mãe para filho, caiu 36%. Em 2010 eram 3,9 crianças com menos de 5 anos portadoras do vírus por 100 mil habitantes. Em 2015 passaram a ser 2,5 casos para a mesmo montante. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, declarou que a mudança dessa estatística foi possível “graças à ampliação da testagem, que promovemos nos últimos anos, aliados ao reforço na oferta de medicamentos para as gestantes”.

Em nota divulgada pelo Ministério, Georgiana Braga-Orillard, diretora da UNAIDS Brasil, afirma que “o caminho para o fim da epidemia é o início da vida sem HIV e Aids”. De acordo com ela, a queda na transmissão vertical, de 2000 até hoje, evitou a morte de 1,6 milhão de bebês no mundo todo.

Ainda há muito o que fazer…

Os número apontam que, atualmente, 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no país. Outro dado preocupante é que o número de casos tem aumentado entre os mais jovens e nas populações vulneráveis. Enquanto o número de mulheres infectadas tem apresentado redução, em especial na faixa dos 25 aos 29 anos, entre os homens, a epidemia cresce em todas as faixas etárias. De 2005 a 2015, entre 20 e 24 anos o número de infectados pelo vírus subiu de 16,2 casos por 100 mil habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015.

Apesar da mudança de perfil, a transmissão da doença no Brasil é considerada estável: atualmente, há 19,1 casos a cada 100 mil habitantes, o que representa 41,1 mil novas ocorrências ao ano. Outro dado positivo revelado pelo boletim é que, em 20 anos, houve uma queda de 42,3% na taxa de mortalidade, resultado da melhora do diagnóstico e do início do tratamento mesmo antes de surgirem os primeiros sintomas da doença. Ainda assim, estima-se que 112 mil pessoas vivam com a doença sem estarem cientes dela.

 

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Voce-precisa-saber/noticia/2016/11/dia-mundial-da-aids-numero-de-transmissoes-de-mae-para-filho-cai-36.html

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